Participamos da 3ª Expedição da Restauração Ecológica e da Rede de Sementes do Xingu

Representantes da AES Tietê participaram da 3ª edição da Expedição da Restauração Ecológica e da Rede de Semente do Xingu, evento organizado pelo Instituto Socioambiental (ISA) e Associação Rede de Sementes do Xingu (ARSX), que aconteceu entre 27 e 30 de setembro.

Foram mais de mil quilômetros percorridos no noroeste do Mato Grosso por indígenas, agricultores familiares, produtores rurais, pesquisadores, representantes do governo, de empresas e de organizações do terceiro setor. Todos eles, participantes da 3ª Expedição da Restauração Ecológica e da Rede de Sementes, puderam conhecer os caminhos das sementes: da coleta em aldeias indígenas, assentamentos rurais e cidades, até o destino final, as florestas restauradas em propriedades na região.

Assista o caminho percorrido pelos participantes da expedição no vídeo abaixo:

 

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AES Tietê promove projeto inédito de monitoramento de lobos-guarás

Projeto realizado em parceria com a ONG Instituto Pró-Carnívoros e o CENAP, do ICMBio, já monitora três animais da região de São José do Rio Pardo.

A AES Tietê procura sempre promover a preservação do meio ambiente e da biodiversidade no interior paulista e, por isso, investe em programas que visam a tais objetivos. A exemplo do projeto “Pardas do Tietê”, que monitorou três onças por 13 meses nas proximidades de Promissão e obteve ótimos resultados, a empresa firmou uma nova parceria com a ONG Instituto Pró-Carnívoros e o CENAP (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros que integra o ICMBio) para lançar o projeto “Lobos do Pardo”.

O novo projeto busca a conservação da biodiversidade por meio da preservação dos lobos-guarás, monitorando e estudando seus hábitos e habitat, descobrindo quais são as ameaças à sua população, quais locais utilizam para refúgio e como áreas de preservação das usinas podem servir à espécie. O projeto já capturou dois machos, um com idade estimada de 5 anos e o outro com 7 anos, e uma fêmea de cerca de 8 anos nas regiões próximas às usinas de Limoeiro e Euclides da Cunha. Ao capturar os animais, uma equipe de veterinários e biólogos realiza exames rápidos, checa a saúde dos lobos, coleta material biológico e coloca uma coleira de monitoramento GPS/Satélite neles. Posteriormente, os animais são soltos novamente em seu habitat e a equipe realiza o monitoramento por alguns meses por meio das câmeras fotográficas instaladas na área de estudo e pela localização dada pela coleira, estudando, assim, seus hábitos, por onde passaram, se ficaram estabelecidos em alguma região e outras informações relevantes.

Segundo Odemberg Veronez, coordenador de Condicionantes de Licenciamentos da AES Tietê, o projeto ajudará a manter a biodiversidade no interior de São Paulo. “Estudando os hábitos dos lobos-guarás, poderemos identificar o quanto a espécie está sofrendo interferência em seu habitat e pensar em alternativas para ajudar a preservar esses animais, sustentando todo o ecossistema em sua volta”, explica.

O monitoramento dos três indivíduos capturados já teve início e, em novembro, a equipe deve realizar uma nova campanha para a captura de mais lobos-guarás a serem monitorados.

A realização do projeto “Lobos do Pardo” é uma medida de compensação exigida pelo licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama.

AES Tietê promove recuperação de nascentes com crianças de Lins

Projeto “Nascentes de Vida” levará quase mil alunos ao Horto Florestal

Sempre em busca de promover a conscientização da população sobre a importância dos cuidados com o meio ambiente, a AES Tietê realiza na cidade de Lins o projeto “Nascentes de Vida”, em parceria com a SAMAS – Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Sustentabilidade de Lins -, Secretaria Municipal de Educação e a Triunfo Transbrasiliana. Ação mostrará as crianças como funciona a recuperação e preservação de nascentes na prática. Já são 12 escolas programadas e quase mil alunos que participarão.

Toda terça-feira, até o final de outubro, o projeto levará uma escola de Lins até o Horto Florestal, onde a AES Tietê auxiliou o programa “Nascente Modelo”, de apoio à recuperação das nascentes (parceria com o Horto Florestal e a Triunfo Transbrasiliana), para um passeio guiado sobre o assunto. Após verificarem em campo como ocorre essa preservação, os alunos têm ajuda para realizar miniterrários individuais, que reforçam o aprendizado do passeio.

Para o Odemberg Veronez, coordenador de condicionantes de licenciamentos da AES Tietê, o projeto voltado ao público infantil traz resultados quase instantâneos. “É muito gratificante para a empresa conseguir alcançar as crianças, principalmente nessa fase de conhecimento do mundo. A AES Tietê procura promover para todos o cuidado com o meio ambiente, e com os alunos é possível verificar as respostas de forma muito mais rápida, pois eles mostram que realmente se importam e se preocupam com o meio ambiente”, conclui.

Projeto inédito cria banco genético para a preservação do Bagre-sapo

[dropcap]A[/dropcap]o longo dos anos, devido à iminente redução dos estoques naturais de peixes, diversas estratégias de conservação já foram empregadas em algumas espécies, como a propagação artificial e o levantamento da biologia reprodutiva e genética.

Também foram adotadas estratégias para a constituição de bancos genéticos por meio da criopreservação, que consiste num conjunto de técnicas que permite conservar células a temperaturas muito baixas (196º C negativos) com o uso de nitrogênio líquido. Contudo, em espécies já extintas ou em vias de extinção, a reconstituição dos peixes a partir do sêmen criopreservado resulta em baixíssima sobrevivência para a maioria das espécies.

Sendo assim, a técnica mais promissora para a constituição de bancos genéticos sadios é a preservação de células germinativas primordiais (PGC), que podem ser transplantadas para um organismo receptor constituindo, assim, uma quimera germinativa, que são células que originam a linhagem germinativa e passam informações genéticas aos seus descendentes.

Projeto inédito no Brasil

Diante desse cenário e, buscando inovar e encontrar novas soluções para os animais ameaçados de extinção nas bordas de seus reservatórios, a AES Tietê desenvolveu um projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D – ANEEL), em parceria com a USP e UNESP de Botucatu. O objetivo do projeto é criar técnicas de biotecnologias avançadas em peixes, visando à preservação de espécies como o Bagre-sapo (Pseudopimelodus mangurus).

Batizada de “barriga de aluguel”, a iniciativa é pioneira no Brasil e dividida em duas etapas. Primeiro, será retirada a carga genética do Bagre-sapo. Em seguida, ela será inserida em um óvulo já fecundado da espécie Mandi-guaçu, um peixe considerado comum e sem risco de ser extinto. A partir daí, será gerado um filhote com características preservadas do Bagre-sapo.

“Queremos consolidar um modelo efetivo para a preservação de espécies ameaçadas de extinção nas bacias de atuação da AES Tietê. Com essa manipulação genética, conseguiremos retornar o Bagre-sapo às bacias dos rios Tietê e Pardo”, explica Silvio Santos, biólogo da AES Tietê e responsável pela condução do projeto.

Em breve iremos relatar os resultados desse experimento. Aguarde!

Preservação da biodiversidade na AES Tietê

As árvores são organismos essenciais para o equilíbrio da vida no planeta. Por meio da fotossíntese, elas absorvem a radiação solar e gás carbônico durante o dia, liberando oxigênio e água. Isso contribui, por exemplo, para a redução do aquecimento global.

Os rios, por sua vez, são responsáveis por grande parte da água que consumimos diariamente, para a produção dos nossos alimentos, além da irrigação do solo das áreas agrícolas. Nosso rio Tietê tem cerca de 1.100 km de extensão, e corta todo o Estado de São Paulo até chegar ao rio Paraná, na divisa com Mato Grosso do Sul. Suas águas abastecem vários municípios paulistas, tanto como fonte líquida quanto de energia.

Plantando o futuro

Buscando manter uma relação equilibrada com o meio ambiente da qual tanto dependemos, fechamos uma parceria com o Programa Florestas do Futuro, da Fundação SOS Mata Atlântica, em 2013. Nosso objetivo é contribuir com o reflorestamento no entorno do reservatório da nossa usina hidrelétrica de Promissão, em São Paulo.

Essa iniciativa visa a recuperação da mata ciliar da região, garantindo o abastecimento de água e a conservação da biodiversidade local. Até o final do ano, mais de 1 milhão de mudas nativas da Mata Atlântica serão plantadas nas bordas do nosso reservatório em Promissão, interior de São Paulo.

O plantio é feito com técnicas inovadoras de preparo do solo, o que auxilia na regeneração natural da área e na conservação da biodiversidade.

Nossos compromissos ambientais

Promovemos a conscientização sobre a necessidade de conservação do meio ambiente, assim como garantimos a segurança da população no entorno das nossas usinas. Por isso, investimos em diversos projetos, como reflorestamento nas bordas dos reservatórios, repovoamento de rios, programas de fauna, arqueologia, monitoramento hidrológico e fiscalização das bordas, entre outros.

Programa ambiental é cientificamente comprovado

Para o nosso ecossistema, o repovoamento dos rios e a preservação dos animais aquáticos é tão importante quanto a recuperação da flora e das áreas desmatadas. Segundo dados do IBGE, produzimos no Brasil, anualmente, mais de 400 mil toneladas de peixes.

Nós da AES Tietê procuramos preservar a biodiversidade aquática das regiões onde atuamos, por isso mantemos, há mais de 15 anos, o Programa de Manejo Pesqueiro. Essa iniciativa tem o objetivo de fazer a manutenção reprodutiva, genética e ambiental de seis espécies nativas de peixes, além do monitoramento e manejo da qualidade de água em nossos reservatórios.

Para comprovar os resultados desse projeto, encomendamos um estudo de pesquisa e desenvolvimento (P&D – ANEEL) à Universidade Estadual de Maringá (UEM) e à Universidade Estadual de Londrina (UEL). Foram realizados experimentos com larvas e alevinos (filhotes de peixe) das espécies Piracanjuba (Brycon orbignyanus), Curimbatá (Prochilodus lineatus) e Pacu-Guaçu (Piaractus mesopotamicus), utilizados nos repovoamentos dos reservatórios hidrelétricos dos rios Tietê, Pardo e Grande, operados pela empresa.

Feito inédito

Os resultados são muito animadores. Foi comprovado pelos pesquisadores das universidades que o nosso Programa de Manejo Pesqueiro é altamente eficaz. Eles compararam os alevinos soltos nos rios e reservatórios, em 2013, com os peixes adultos capturados em 2016. Foi confirmado que essas espécies possuem a mesma composição gene, ou seja, pertencem à mesma família. Outra boa notícia é que contribuímos para que o Pacu-Guaçu (Piaractus mesopotamicus) e a Piracanjuba (Brycon orbignyanus) saiam da lista de animais ameaçados de extinção na região.

“Ficamos empolgados, pois tivemos evidências científicas de que os alevinos, que soltamos nos reservatórios e rios, crescem e se tornam adultos. É um grande ganho ambiental para toda a região”, diz Silvio Santos, biólogo da AES Tietê e responsável pelo programa.

Para o professor da Universidade Estadual de Maringá e coordenador da pesquisa, Ricardo Pereira Ribeiro, “O sistema de repovoamento está contribuindo significativamente para o crescimento dos animais nos reservatórios e para a preservação de espécies em extinção. Comprovamos, por meio das coletas científicas e análise da constituição genética, que esses peixes são parentes. Essa confirmação é muito importante e pioneira no meio científico”. O ineditismo também ficou evidenciado em diversos artigos, matérias científicas e dissertações de mestrado.

Outros benefícios do Programa

Anualmente, repovoamos nossos reservatórios com 2.500.000 alevinos. Isso possibilita manter a produção pesqueira dessas regiões, gerando renda para as comunidades ribeirinhas. Também adequamos nosso processo de repovoamento de alevinos e desenvolvemos novas tecnologias de piscicultura.

Outro fato relevante é a formação do banco de sêmen das espécies Piracanjuba e Curimbatá. As amostras coletadas estão armazenadas no Laboratório de Biologia Molecular do PEIXEGEN, da Universidade Estadual de Maringá. Além da sua utilização no aprimoramento dos manejos reprodutivos, elas constituem-se num banco de DNA inédito para a região e para o Brasil, que pode auxiliar outros programas de conservação.