Preservação da biodiversidade na AES Tietê

As árvores são organismos essenciais para o equilíbrio da vida no planeta. Por meio da fotossíntese, elas absorvem a radiação solar e gás carbônico durante o dia, liberando oxigênio e água. Isso contribui, por exemplo, para a redução do aquecimento global.

Os rios, por sua vez, são responsáveis por grande parte da água que consumimos diariamente, para a produção dos nossos alimentos, além da irrigação do solo das áreas agrícolas. Nosso rio Tietê tem cerca de 1.100 km de extensão, e corta todo o Estado de São Paulo até chegar ao rio Paraná, na divisa com Mato Grosso do Sul. Suas águas abastecem vários municípios paulistas, tanto como fonte líquida quanto de energia.

Plantando o futuro

Buscando manter uma relação equilibrada com o meio ambiente da qual tanto dependemos, fechamos uma parceria com o Programa Florestas do Futuro, da Fundação SOS Mata Atlântica, em 2013. Nosso objetivo é contribuir com o reflorestamento no entorno do reservatório da nossa usina hidrelétrica de Promissão, em São Paulo.

Essa iniciativa visa a recuperação da mata ciliar da região, garantindo o abastecimento de água e a conservação da biodiversidade local. Até o final do ano, mais de 1 milhão de mudas nativas da Mata Atlântica serão plantadas nas bordas do nosso reservatório em Promissão, interior de São Paulo.

O plantio é feito com técnicas inovadoras de preparo do solo, o que auxilia na regeneração natural da área e na conservação da biodiversidade.

Nossos compromissos ambientais

Promovemos a conscientização sobre a necessidade de conservação do meio ambiente, assim como garantimos a segurança da população no entorno das nossas usinas. Por isso, investimos em diversos projetos, como reflorestamento nas bordas dos reservatórios, repovoamento de rios, programas de fauna, arqueologia, monitoramento hidrológico e fiscalização das bordas, entre outros.

Programa ambiental é cientificamente comprovado

Para o nosso ecossistema, o repovoamento dos rios e a preservação dos animais aquáticos é tão importante quanto a recuperação da flora e das áreas desmatadas. Segundo dados do IBGE, produzimos no Brasil, anualmente, mais de 400 mil toneladas de peixes.

Nós da AES Tietê procuramos preservar a biodiversidade aquática das regiões onde atuamos, por isso mantemos, há mais de 15 anos, o Programa de Manejo Pesqueiro. Essa iniciativa tem o objetivo de fazer a manutenção reprodutiva, genética e ambiental de seis espécies nativas de peixes, além do monitoramento e manejo da qualidade de água em nossos reservatórios.

Para comprovar os resultados desse projeto, encomendamos um estudo de pesquisa e desenvolvimento (P&D – ANEEL) à Universidade Estadual de Maringá (UEM) e à Universidade Estadual de Londrina (UEL). Foram realizados experimentos com larvas e alevinos (filhotes de peixe) das espécies Piracanjuba (Brycon orbignyanus), Curimbatá (Prochilodus lineatus) e Pacu-Guaçu (Piaractus mesopotamicus), utilizados nos repovoamentos dos reservatórios hidrelétricos dos rios Tietê, Pardo e Grande, operados pela empresa.

Feito inédito

Os resultados são muito animadores. Foi comprovado pelos pesquisadores das universidades que o nosso Programa de Manejo Pesqueiro é altamente eficaz. Eles compararam os alevinos soltos nos rios e reservatórios, em 2013, com os peixes adultos capturados em 2016. Foi confirmado que essas espécies possuem a mesma composição gene, ou seja, pertencem à mesma família. Outra boa notícia é que contribuímos para que o Pacu-Guaçu (Piaractus mesopotamicus) e a Piracanjuba (Brycon orbignyanus) saiam da lista de animais ameaçados de extinção na região.

“Ficamos empolgados, pois tivemos evidências científicas de que os alevinos, que soltamos nos reservatórios e rios, crescem e se tornam adultos. É um grande ganho ambiental para toda a região”, diz Silvio Santos, biólogo da AES Tietê e responsável pelo programa.

Para o professor da Universidade Estadual de Maringá e coordenador da pesquisa, Ricardo Pereira Ribeiro, “O sistema de repovoamento está contribuindo significativamente para o crescimento dos animais nos reservatórios e para a preservação de espécies em extinção. Comprovamos, por meio das coletas científicas e análise da constituição genética, que esses peixes são parentes. Essa confirmação é muito importante e pioneira no meio científico”. O ineditismo também ficou evidenciado em diversos artigos, matérias científicas e dissertações de mestrado.

Outros benefícios do Programa

Anualmente, repovoamos nossos reservatórios com 2.500.000 alevinos. Isso possibilita manter a produção pesqueira dessas regiões, gerando renda para as comunidades ribeirinhas. Também adequamos nosso processo de repovoamento de alevinos e desenvolvemos novas tecnologias de piscicultura.

Outro fato relevante é a formação do banco de sêmen das espécies Piracanjuba e Curimbatá. As amostras coletadas estão armazenadas no Laboratório de Biologia Molecular do PEIXEGEN, da Universidade Estadual de Maringá. Além da sua utilização no aprimoramento dos manejos reprodutivos, elas constituem-se num banco de DNA inédito para a região e para o Brasil, que pode auxiliar outros programas de conservação.