Áreas de meio ambiente da AES Tietê em Promissão estão disponíveis para visitação

A AES Tietê em parceria com a Bioterra, empresa especializada em Consultoria e Educação Ambiental, promove visitas guiadas e gratuitas nas áreas de preservação ao meio ambiente na usina hidrelétrica de Promissão. O projeto faz parte do Programa de Educação Ambiental da empresa e tem como objetivo contribuir com o desenvolvimento sustentável da região ao estimular o conhecimento da comunidade sobre tema.

Durante as visitas, , os grupos são levados ao viveiro de mudas, onde são produzidas 1 milhão de mudas nativas dos biomas de cerrado e mata atlântica, que são utilizadas no reflorestamento das bordas de reservatórios de usinas, e à piscicultura, que reproduz e solta anualmente 2,5 milhões de alevinos de 6 espécies nativas nos rios da região, mantendo os estoques pesqueiros. Nas visitas, também poderão ser realizadas palestras, dinâmicas e atividades em grupo sobre sustentabilidade.

“Sabemos que a educação ambiental é uma ferramenta importante para a criação de cidadãos responsáveis e conscientes”, afirma Larissa Vanuchi Engenheira de Meio Ambiente da AES Tietê. “Assim, as visitas guiadas no reservatório de Promissão vêm promover essa conscientização ambiental e reforçam o compromisso da AES Tietê com as áreas de preservação”, conclui.

Para agendar as visitações é necessário entrar em contato pelo e-mail visitausinas@aes.com ou por telefone (14) 3543-9900. As visitas podem ser realizadas em grupos de no máximo 40 pessoas e serem agendadas de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h, conforme disponibilidade na usina de Promissão. Para participar, é necessário ter no mínimo 10 anos de idade, portar documento com foto e, por questões de segurança, utilizar calçados fechados, calça comprida e camisas de manga curta ou longa.

Lobos do Pardo

O Projeto Lobos do Pardo, faz parte do Programa de Monitoramento e Conservação da Fauna Terrestre, realizado através de parceria da AES Tietê com o Instituto Pró-Carnívoros e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros, do ICMBio, foi iniciado em novembro de 2017 com o objetivo de avaliar as ameaças à sobrevivência do lobo-guará no nordeste de São Paulo, a fim de direcionar estratégias de conservação e assim melhorar suas chances de sobrevivência a longo prazo no estado. Os estudos e ações vêm ocorrendo nas áreas de influência direta e indireta das UHEs de Caconde, Euclides da Cunha e Limoeiro.

O lobo-guará é uma espécie bandeira pela expressividade nas áreas que ocupa e representatividade entre os mamíferos de grande porte do Cerrado. Ainda, desempenha importante função ecológica tanto na regulação de populações de suas presas quanto na dispersão de sementes de muitas plantas do Cerrado.

O levantamento de informações tem sido feito a partir de três formas principais:

1) Entrevistas com moradores locais acerca da fauna local e da espécie;

2) Inventariamento por meio de armadilhas fotográficas (câmeras associadas a sensores de presença);

3) Captura, colocação de coleira de monitoramento e acompanhamento dos lobos à distância.

Até o mês de abril de 2019, as câmeras contabilizaram quase 162 mil horas de trabalho, registrando tudo que passou na frente. A partir disso, obteve-se 4.344 imagens de 32 espécies. Só de lobo-guará foram 296 registros.

O projeto conduziu 4 expedições de captura. Seis lobos foram capturados (Tati, Garcia, Rivo, Lupe, Picco e Mika). Os animais receberam uma coleira especial, dotada de um dispositivo de GPS que registra seus passos e atividades e transmite duas vezes ao dia toda informação a um satélite.Já acumulamos até abril, um total aproximado de 23 mil localizações dos seis lobos acompanhados.

Os números são grandiosos para um pouco mais de um ano de trabalho. Mas o trabalho vai além dos números. Apesar de ser considerado às vezes como uma espécie comum, tolerante à presença humana e presente em áreas degradadas, esses animais estão sujeitos a uma grande diversidade de ameaças. Conhecer estas ameaças e aproximar as comunidades locais à conservação de espécies ameaçadas é a estratégia mais viável para se obter sucesso na redução de ameaças e promover a sobrevivência de animais a longo prazo.

Pardas do Tietê

O Projeto Pardas do Tietê, realizado através de parceria da AES Tietê com o Instituto Pró-Carnívoros e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros, do ICMBio, vem desenvolvendo uma ideia interessante que mostra que a preocupação da empresa vai além da geração de energia.

As onças exercem um papel extremamente importante na natureza, controlando e mantendo saudáveis, direta e indiretamente, populações de outras espécies de animais e plantas. Sua presença está condicionada ao equilibro de várias outras espécies. São, portanto, consideradas ótimas indicadoras da qualidade ambiental de determinada área.

Exemplares de onças são capturados e aparelhados com coleiras especiais com GPS e comunicação com satélites, que permite o monitoramento minuncioso desses indivíduos, permitindo aos pesquisadores saber por onde andam e de quais espécies se alimentam. Desde o início do estudo, 8 onças já foram capturadas e monitoradas.

Entre os meses de abril e maio, a equipe do projeto trabalhou intensivamente para capturar mais exemplares no entorno da usina de Barra Bonita. Foram 42 dias de trabalho intensivo, 24 horas por dia, 7 dias por semana, totalizando um esforço amostral de 653 armadilhas-dia. Onças-pardas passaram pelas armadilhas e as dispararam em 5 ocasiões, mas por conta das chuvas na região, as mesmas acabaram não fechando por completo e as onças escaparam. Este trabalho de captura de onças é muito minuncioso e específico; as armadilhas são bastante sensíveis e as chuvas acabaram trazendo terra e outros detritos para o mecanismo do gatilho, o que dificultou novas capturas nesse período. Por conta da colheita da cana-de-açúcar, as armadilhas tiveram que ser fechadas e recolhidas do campo. O próximo passo é preparar uma campanha de captura de onças na área do Pantaninho, em Ibitinga, para trocar o colar um macho adulto de grande porte, carinhosamente apelidado de Zeus, que desde setembro do ano passado vem sendo monitorado pela equipe.

A fauna da AES Tietê

A AES Tietê divulga a lista de espécies registradas no monitoramento realizado no entorno dos seus reservatórios.

Os dados de fauna foram coletados nos últimos três anos, contemplando anfíbios, répteis, aves e mamíferos de pequeno, médio e grande porte. O estudo de levantamento e monitoramento que proporcionou estas informações teve como objetivo inicial identificar a estrutura da comunidade de fauna presente nas regiões de atuação da companhia. Ao todo foram identificadas 637 espécies, muitas delas classificadas em alguma categoria de risco de extinção, endêmicas de bioma, sensíveis à perturbação e migratórias. O conjunto de espécies verificado indica a importância destas áreas para conservação da biota. As informações também subsidiaram dois projetos iniciados no final do 2018: “Lobos do Pardo” e “Pardas do Tietê”. Os nomes dos projetos fazem menção aos locais onde ocorrem, ou seja, reservatórios dos rios Pardo e Tietê, e as espécies objeto dos estudos; lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) e onça-parda (Puma concolor). As propostas destes trabalhos seguem linhas semelhantes, utilizando carnívoros de topo de cadeia alimentar como ferramenta para conservação não só das espécies focais, mas também de outras espécies, além da melhoria das regiões onde se localizam os reservatórios.

Para acessar a lista de espécies registradas no entorno dos reservatórios entre no link abaixo.

Lista de espécies da fauna reservatórios AES

*Algumas das iniciativas mencionadas são medidas de compensação exigidas pelo licenciamento ambiental nas esferas federal e estadual.

Foto: Bugio-preto (Alouatta caraya), em risco de extinção no estado de São Paulo, imagem @CasadaFloresta.

Passo a passo do Programa Mãos na Mata

Mãos na Mata, projeto de reflorestamento de áreas degradadas nas bacias hidrográficas dos nossos reservatórios.

Desde o início do programa de reflorestamento, a AES Tietê já plantou 3.408 hectares, sendo 606 por meio do programa Mãos na Mata.E, estima que até o final da concessão, esse número chegará a 6.500 hectares. O coordenador de condicionantes de licenciamentos da AES Tietê, Odemberg Veronez, conta como isso foi possível, e por que o Mãos na Mata é tão importante.

“O programa de reflorestamento da AES Tietê tem como objetivo restaurar as margens dos reservatórios das nossas usinas por meio do plantio de árvores de espécies nativas dos biomas de Mata Atlântica e Cerrado”, diz Veronez. “O reflorestamento protege o entorno dos reservatórios, e contribui com a melhoria do volume de água. Ele diminui o efeito de assoreamento (quando há um acúmulo de detritos no fundo do reservatório) ao reter materiais como areia e terra, além de proporcionar uma área de refúgio à biodiversidade. O micro-clima também é beneficiado.”

O programa se estabelece sobre três pilares:

1 – Compensação obrigatória. No caso de empresas  que precisem fazer compensações previstas pela lei, a AES Tietê pode disponibilizar áreas de plantio para terceiros, no entorno dos reservatórios. “Fazemos um contrato e um parceiro, um cliente da Tietê, por exemplo, pode fazer a compensação em nossa área”, explica Veronez. A AES ajuda ainda com know-how, fiscalização, e fornece mudas.

2 – Plantio voluntário. “Muitas empresas têm trabalhado com neutralização de emissões”, diz Veronez. Assim, a AES Tietê também disponibiliza área para essas que não são obrigadas a fazer compensação, mas que têm interesse no plantio voluntário. Assim como no caso anterior, a AES oferece seu conhecimento para auxiliar no processo.

3 – Modelos customizados. Para o caso em que uma empresa tenha que fazer a compensação obrigatória, mas também queira fazer o plantio voluntário, por exemplo. Assim, a AES Tietê pode propor um modelo customizado. A empresa trabalha com ONGs nesse formato, em projetos que demandem área, mudas, ou orientação técnica. Nesse caso, o plantio pode ser feito no terreno da AES ou fora dele, no caso de iniciativas de recuperação de nascentes, por exemplo.

Conheça o passo a passo do programa, através do infográfico abaixo:

 

Participamos da 3ª Expedição da Restauração Ecológica e da Rede de Sementes do Xingu

Representantes da AES Tietê participaram da 3ª edição da Expedição da Restauração Ecológica e da Rede de Semente do Xingu, evento organizado pelo Instituto Socioambiental (ISA) e Associação Rede de Sementes do Xingu (ARSX), que aconteceu entre 27 e 30 de setembro.

Foram mais de mil quilômetros percorridos no noroeste do Mato Grosso por indígenas, agricultores familiares, produtores rurais, pesquisadores, representantes do governo, de empresas e de organizações do terceiro setor. Todos eles, participantes da 3ª Expedição da Restauração Ecológica e da Rede de Sementes, puderam conhecer os caminhos das sementes: da coleta em aldeias indígenas, assentamentos rurais e cidades, até o destino final, as florestas restauradas em propriedades na região.

Assista o caminho percorrido pelos participantes da expedição no vídeo abaixo:

 

Clique aqui para a matéria completa.

AES Tietê promove projeto inédito de monitoramento de lobos-guarás

Projeto realizado em parceria com a ONG Instituto Pró-Carnívoros e o CENAP, do ICMBio, já monitora três animais da região de São José do Rio Pardo.

A AES Tietê procura sempre promover a preservação do meio ambiente e da biodiversidade no interior paulista e, por isso, investe em programas que visam a tais objetivos. A exemplo do projeto “Pardas do Tietê”, que monitorou três onças por 13 meses nas proximidades de Promissão e obteve ótimos resultados, a empresa firmou uma nova parceria com a ONG Instituto Pró-Carnívoros e o CENAP (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros que integra o ICMBio) para lançar o projeto “Lobos do Pardo”.

O novo projeto busca a conservação da biodiversidade por meio da preservação dos lobos-guarás, monitorando e estudando seus hábitos e habitat, descobrindo quais são as ameaças à sua população, quais locais utilizam para refúgio e como áreas de preservação das usinas podem servir à espécie. O projeto já capturou dois machos, um com idade estimada de 5 anos e o outro com 7 anos, e uma fêmea de cerca de 8 anos nas regiões próximas às usinas de Limoeiro e Euclides da Cunha. Ao capturar os animais, uma equipe de veterinários e biólogos realiza exames rápidos, checa a saúde dos lobos, coleta material biológico e coloca uma coleira de monitoramento GPS/Satélite neles. Posteriormente, os animais são soltos novamente em seu habitat e a equipe realiza o monitoramento por alguns meses por meio das câmeras fotográficas instaladas na área de estudo e pela localização dada pela coleira, estudando, assim, seus hábitos, por onde passaram, se ficaram estabelecidos em alguma região e outras informações relevantes.

Segundo Odemberg Veronez, coordenador de Condicionantes de Licenciamentos da AES Tietê, o projeto ajudará a manter a biodiversidade no interior de São Paulo. “Estudando os hábitos dos lobos-guarás, poderemos identificar o quanto a espécie está sofrendo interferência em seu habitat e pensar em alternativas para ajudar a preservar esses animais, sustentando todo o ecossistema em sua volta”, explica.

O monitoramento dos três indivíduos capturados já teve início e, em novembro, a equipe deve realizar uma nova campanha para a captura de mais lobos-guarás a serem monitorados.

A realização do projeto “Lobos do Pardo” é uma medida de compensação exigida pelo licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama.

AES Tietê promove recuperação de nascentes com crianças de Lins

Projeto “Nascentes de Vida” levará quase mil alunos ao Horto Florestal

Sempre em busca de promover a conscientização da população sobre a importância dos cuidados com o meio ambiente, a AES Tietê realiza na cidade de Lins o projeto “Nascentes de Vida”, em parceria com a SAMAS – Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Sustentabilidade de Lins -, Secretaria Municipal de Educação e a Triunfo Transbrasiliana. Ação mostrará as crianças como funciona a recuperação e preservação de nascentes na prática. Já são 12 escolas programadas e quase mil alunos que participarão.

Toda terça-feira, até o final de outubro, o projeto levará uma escola de Lins até o Horto Florestal, onde a AES Tietê auxiliou o programa “Nascente Modelo”, de apoio à recuperação das nascentes (parceria com o Horto Florestal e a Triunfo Transbrasiliana), para um passeio guiado sobre o assunto. Após verificarem em campo como ocorre essa preservação, os alunos têm ajuda para realizar miniterrários individuais, que reforçam o aprendizado do passeio.

Para o Odemberg Veronez, coordenador de condicionantes de licenciamentos da AES Tietê, o projeto voltado ao público infantil traz resultados quase instantâneos. “É muito gratificante para a empresa conseguir alcançar as crianças, principalmente nessa fase de conhecimento do mundo. A AES Tietê procura promover para todos o cuidado com o meio ambiente, e com os alunos é possível verificar as respostas de forma muito mais rápida, pois eles mostram que realmente se importam e se preocupam com o meio ambiente”, conclui.

Projeto inédito cria banco genético para a preservação do Bagre-sapo

[dropcap]A[/dropcap]o longo dos anos, devido à iminente redução dos estoques naturais de peixes, diversas estratégias de conservação já foram empregadas em algumas espécies, como a propagação artificial e o levantamento da biologia reprodutiva e genética.

Também foram adotadas estratégias para a constituição de bancos genéticos por meio da criopreservação, que consiste num conjunto de técnicas que permite conservar células a temperaturas muito baixas (196º C negativos) com o uso de nitrogênio líquido. Contudo, em espécies já extintas ou em vias de extinção, a reconstituição dos peixes a partir do sêmen criopreservado resulta em baixíssima sobrevivência para a maioria das espécies.

Sendo assim, a técnica mais promissora para a constituição de bancos genéticos sadios é a preservação de células germinativas primordiais (PGC), que podem ser transplantadas para um organismo receptor constituindo, assim, uma quimera germinativa, que são células que originam a linhagem germinativa e passam informações genéticas aos seus descendentes.

Projeto inédito no Brasil

Diante desse cenário e, buscando inovar e encontrar novas soluções para os animais ameaçados de extinção nas bordas de seus reservatórios, a AES Tietê desenvolveu um projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D – ANEEL), em parceria com a USP e UNESP de Botucatu. O objetivo do projeto é criar técnicas de biotecnologias avançadas em peixes, visando à preservação de espécies como o Bagre-sapo (Pseudopimelodus mangurus).

Batizada de “barriga de aluguel”, a iniciativa é pioneira no Brasil e dividida em duas etapas. Primeiro, será retirada a carga genética do Bagre-sapo. Em seguida, ela será inserida em um óvulo já fecundado da espécie Mandi-guaçu, um peixe considerado comum e sem risco de ser extinto. A partir daí, será gerado um filhote com características preservadas do Bagre-sapo.

“Queremos consolidar um modelo efetivo para a preservação de espécies ameaçadas de extinção nas bacias de atuação da AES Tietê. Com essa manipulação genética, conseguiremos retornar o Bagre-sapo às bacias dos rios Tietê e Pardo”, explica Silvio Santos, biólogo da AES Tietê e responsável pela condução do projeto.

Em breve iremos relatar os resultados desse experimento. Aguarde!